2 de jun de 2011

VISITA DE ESTUDO À CASA DO GAIATO
5 DE JANEIRO DE 2011

Os alunos de 6º ano que frequentam a disciplina de EMRC visitaram a Casa do Gaiato localizada em Algeruz, Setúbal.

“Quando vimos a Casa do Gaiato vimos que é uma casa muito gira, no campo, tinha muito espaço livre. Na Casa do Gaiato vimos animais, tais como: vacas, bezerros, galinhas, gansos, porcos; vimos também uma piscina grande, um jardim, um pavilhão, um campo de futebol e a cantina. Nós fomos muito bem recebidos por uma senhora e por cinco meninos. Reparamos que no início eles estavam um pouco envergonhados com a nossa presença. Foram eles que nos mostraram as instalações da casa. São as crianças e os jovens que fazem as tarefas de casa e do campo. Eles vivem livres, brincam, vão à escola como nós e também têm intervalo. Almoçamos na cantina com todas as pessoas que estavam nesse dia na casa e depois fomos jogar com os jogos que a professora nos levou trazidos da biblioteca da nossa escola. Ofereceram-nos tangerinas directamente das tangerineiras. Vimos também a capela que nos foi mostrada pelo sr padre. Ele também nos explicou as pinturas dos quadros expostos na capela e falou-nos do pintor. Alguns de nós jogaram futebol com os rapazes da Casa do Gaiato. Nós gostamos de visitar a Casa do Gaiato e ainda ajudamos contribuindo com um pacote de leite”. A Casa do Gaiato é uma casa bem organizada e pensamos que os rapazes são felizes. (Inês, Érica, Mónica, Madalena, Bruno, Gabriel, Barbara, Bianca, Mariana, Rafaela – 6ºC)


“Vimos na Casa do Gaiato rapazes, animais, tais como: porcos, vacas, vitelos. Vimos a horta, muitas laranjeiras, a capela, um presépio, a escola, o refeitório onde almoçamos e rezamos no fim da refeição, a piscina, o parque para brincar. Fomos bem recebidos pela senhora Conceição que tomava conta dos rapazes e ofereceu-nos tangerinas e sopa na hora do almoço. Houve um jogo de futebol entre os rapazes da nossa escola e os rapazes da casa. As pessoas da casa vivem da horta, dos animais e dos pomares. Para os ajudarmos levamos leite. A casa não é um colégio mas é uma casa familiar de portas abertas porque não tem portões. Os meninos que vivem na casa são meninos que já sofreram muito porque a vida com os seus pais não foi a melhor. No dia que fomos, estavam umas senhoras voluntárias que ajudam a passar a ferro, ajudam na lavandaria e cozem roupa.” (Jéssica, Carlos, Flávio – 6º B. Sofia, Rafael, Luis, Catarina, Daniela, Manuel, Diana, Neuza -6ºD).

Quem foi o Padre Américo?

Américo de Aguiar nasceu em Penafiel, no ano de 1887.
Desde pequeno, mostrou ser bondoso e confortava os que sofriam à sua volta.
Ao concluir a Escola Primária, pensou em ser padre, porém o seu pai orientou-o para a vida comercial.
Foi para Moçambique e lá trabalhou numa campanha de exploração de diamantes. Esteve nessa Companhia durante 15 anos, onde trabalhou com muita competência e granjeou a estima dos colegas e patrões.
Não se sabe verdadeiramente quais as razões que levaram o bondoso Américo a abandonarem o seu trabalho em África no ano de 1923 e a ingressar no Seminário.
À pergunta porque tinha deixado o seu trabalho e decidira entrar no Seminário respondeu que tinha levado “martelada divina”. É ordenado sacerdote na Diocese de Coimbra. O bispo incube-o da Sopa dos Pobres. Outra classe de infelizes, porém comoveu o coração do bondoso Padre Américo: as crianças abandonadas que cresciam sem pão nem educação no caminho da marginalidade. Para salvar estas crianças fundou “ a Obra da Rua”.
No convívio com estes rapazes, Padre Américo chegou à conclusão: “Não há rapazes maus…” Padre Américo criou, (em1939), a primeira casa do Gaiato, próximo de Coimbra. Criou algumas mais. Mas construiu uma de grandes dimensões em Paços de Sousa alguns km do Porto.
As Casas do Gaiato que fundou irão reger-se por princípios verdadeiramente inovadores para a época: aldeia de rapazes, de portas abertas, auto-governo, auto-educação, trabalho ambiente familiar e muito humor. O Padre Américo foi também visitador e Procurador-geral dos pobres, doentes, desempregados, inválidos, moribundos, prostitutas, todos o conheceram nas suas espeluncas do Barredo e das “ilhas” do Porto. Padre Américo, mas a sua obra continua gritando, por amor, contra as injustiças sociais.

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